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A Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul é uma empresa de economia mista vinculada à Secretaria da Fazenda, cujo maior acionista é o Governo do Estado do Rio Grande do Sul. A excelência nos serviços prestados pelo Estado ao cidadão, com soluções de tecnologia da informação e comunicações, é seu objetivo primordial.
Além desse objetivo, mas também com a intenção de qualificá-lo e emprestar-lhe maior relevância social, há na Cia. um conjunto de políticas, ações, práticas e atitudes que visam colaborar para a melhoria das condições do ambiente, das relações sociais e da qualidade de vida dos seus colaboradores e da comunidade em que está inserida, integrando todos os agentes interessados no processo. É o Procergs Social. Seus principais objetivos:
Fortalecer o relacionamento com os colaboradores, e destes entre si, através de ações sociais conjuntas, baseadas em princípios éticos;
Em agosto de 2005, foi produzido e encaminhado ao CATI (Comitê Assessor do Fundo Setorial de Tecnologia da Informação) um documento - Programa de Formação de Capital Humano em Software, do Ministério de Ciência e Tecnologia, realizado sob a coordenação e supervisão da Associação para a Promoção da Excelência do Software Brasileiro (SOFTEX) - apresentando uma análise da escassez de capital humano em desenvolvimento de software no Brasil e uma projeção para os próximos anos.
O estudo identificou que existiam, à época, 17 mil vagas de trabalho não preenchidas na indústria nacional de software, número crescente face à demanda representada pelo crescimento do setor de software mundialmente. As projeções do estudo apontavam que, mantendo as condições atuais da formação de profissionais da área, faltarão, em 2012, 213 mil profissionais para suprir a demanda das empresas.
Quando se consideram os dados históricos do crescimento quantitativo da formação de pessoal na área, é possível concluir que este aumento não acontecerá de forma espontânea. Ou seja, existe a necessidade urgente de ações por parte do Governo, em parceria com diversos atores dos setores público e privado, para construir as condições para que este contingente de capital humano qualificado possa existir.
Neste contexto surgiu o Programa Jovem Digital.
“... uma revolução nos papéis sociais tradicionais... um espaço de participação e experimentação de novos modos de pensar e agir sobre a realidade social... romper a dicotomia entre público e privado, na qual público era sinônimo de estatal e privado de empresarial. Estamos vendo o surgimento de uma esfera pública não-estatal e de iniciativas privadas com sentido público. Isso enriquece e complexifica a dinâmica social”. (Ruth Cardoso, 1997).
A partir de parceria estabelecida com entidades do 1º, 2º e 3º setor, o programa proporcionará aprendizado, qualificação e certificação na área de TIC – Tecnologia da Informação e Comunicação e disponibilizará, na seqüência, estágio para aplicação e sedimentação dos conhecimentos adquiridos, facilitando o ingresso dos estudantes no mercado de trabalho.
Serão treinados professores, denominados no programa tutores, e estudantes do ensino médio, da rede pública estadual e rede pública municipal.
A rede pública estadual já selecionou e iniciou o treinamento de 75 professores / tutores e selecionou 3000 alunos do ensino médio. Destes 1500 já iniciaram treinamento.
O programa já foi apresentado à rede pública municipal, porém, ainda não foi firmado nenhum convênio. A rede pública municipal de ensino médio compreende 14 municípios, 23 escolas e tem, aproximadamente, 7000 alunos. O número de professores / tutores dependerá dos municípios que aderirem ao programa e dos seus respectivos alunos de ensino médio.
Na rede pública estadual o treinamento acontece na SEDUC – Laboratórios de informática da sede / plataforma, das Coordenadorias Regionais, dos Núcleos de Tecnologia e das escolas – e na PROCERGS - Centro de Treinamento.
Esses locais necessitam infra-estrutura que disponha, no mínimo:
Os municípios que vierem a se conveniar deverão dispor de infra-estrutura conforme recomendação do programa.
A metodologia, no tocante a aprendizado, qualificação e certificação, segue o modelo de cursos de curta duração, nas áreas de software, hardware e redes, e compreende aulas presenciais e EAD – ensino à distância. O conteúdo dos cursos, composição e duração de cada módulo e formação teórica desejada, foi construído a partir das áreas de interesse definidas. São eles:
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As áreas citadas de software, hardware e redes, correspondem, respectivamente, aos cursos Aluno Monitor - Microsoft, Aluno Técnico - Intel e CCNA1 - Cisco.
O formato definido prevê a realização do treinamento dos tutores pelos parceiros – Microsoft, Cisco, Intel e Mstech - e os alunos sendo treinados pelos tutores. A certificação é feita através de provas, via internet, aplicadas diretamente pelos parceiros, tanto aos tutores, como aos alunos.
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No tocante à possibilidade de estágio, integram o programa dois tipos de entidades: as que têm por finalidade a colocação de estagiários; e entidades de classe como associações e sindicatos da área de TIC que divulgarão aos seus associados o programa com o propósito, também, de conseguir vagas de estágio.
A constatação da necessidade de formação e qualificação de capital humano, a carência existente no mercado de trabalho de profissionais capacitados, resultando em milhares de vagas disponíveis, e os programas já existentes na Secretaria Estadual de Educação na área de informática (Sala de Aula Digital, Aluno Monitor, Professor Digital...), motivaram a criação do Programa Jovem Digital.
As etapas que delinearam o formato que o programa teria, podem ser assim divididas:
Áreas de Interesse
Identificação das áreas de interesse a serem desenvolvidas. Isso ajudaria a equacionar a necessidade de formação e qualificação de capital humano constatada. Ficou definido que seriam oferecidos cursos nas áreas de software, hardware e redes.
Mercado de Trabalho de TI
O próximo passo foi pensar em como ajudar a resolver a carência existente, no mercado de trabalho, de profissionais capacitados. A oportunidade de estágio foi pensada como maneira de preparar os jovens para o mercado de trabalho e identificar aqueles com perfil e aptidão para seguir carreira na área de TIC.
Público Alvo
A Secretaria da Educação realizou em 2009 o Projeto Aluno Monitor. Esse projeto, uma parceria com a Microsoft, formou 75 tutores e 1500 alunos, de 3000 selecionados para participarem. A qualificação, obtida com esse projeto, dos professores (tutores) e alunos, reforçou a convicção de defini-los como público alvo também do Jovem Digital.
Relativo a esse público, ou melhor, públicos, podemos citar alguns objetivos específicos a serem atingidos:
Para o Aluno:
Para o Professor:
Além de professores e alunos, complementarmente, podemos citar objetivos que se estenderão à escola e à comunidade do seu entorno:
Para a Escola:
Para a comunidade:
Parceiros
“ ... romper a dicotomia entre público e privado, na qual público era sinônimo de estatal e privado de empresarial. Estamos vendo o surgimento de uma esfera pública não-estatal e de iniciativas privadas com sentido público.”
A articulação entre o 1º, 2º e 3º setor foi à maneira pensada de dar ao programa a consistência necessária aos resultados a serem atingidos.
À área pública ele viria se integrar, complementar e reforçar programas e projetos que já estavam em andamento. No executivo estadual, os programas estruturantes de governo e todos os projetos deles decorrentes. No judiciário, auxiliar na colocação de equipamentos que estavam sendo substituídos.
A iniciativa privada poderia contribuir, através das empresas da área de TIC, com o treinamento previsto para as áreas de interesse definidas e doação de recursos e infra-estrutura para sua realização.
As organizações e entidades da área de TIC foram convidadas a contribuir divulgando às empresas o programa e identificando, também junto a elas, as oportunidades de estágio que poderiam oferecer.
Os contatos então realizados resultaram na adesão ao programa de vários órgãos públicos, empresas privadas e organizações e entidades. Abaixo relacionamos os parceiros atuais do programa e as atividades e atribuições que terão, de maneira bem sucinta.
Poder Executivo - Governo do Estado do RS
Secretaria da Educação - Seleção dos monitores e alunos do ensino médio da rede estadual; Disponibilização de local para treinamento; Encaminhamento para estágio dos alunos certificados; Disponibilização de local para montagem de laboratório de informática; Aproveitamento dos equipamentos doados pelo TJ;
Secretaria da Justiça e Desenvolvimento Social e Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social – Estabelecimento de convênio com municípios para participação de alunos do ensino médio da rede municipal; Estabelecimento de convênio com CIEE para disponibilização de vagas de estágio para os alunos certificados;
Secretaria de Planejamento e Gestão de Governo - Comunicação, capacitação e apresentação de novos serviços de e-gov da administração pública estadual;
Secretaria da Administração dos Recursos Humanos e Fundação de Desenvolvimento dos Recursos Humanos - Disponibilização de vagas de estágio para os alunos certificados;
Secretaria da Ciência e Tecnologia – Compatibilização do seu programa de capacitação e qualificação ao Jovem Digital;
PROCERGS - Articulação com parceiros Microsoft, Cisco, Intel, MS Tech, Ação Informática / Applica; Disponibilização do Centro de Treinamento;
Poder Executivo - Governo Municipal
Municípios conveniados - Seleção dos monitores e alunos do ensino médio da rede municipal; Disponibilização de local para treinamento; Encaminhamento dos alunos certificados para estágio;
Poder Judiciário
Tribunal de Justiça - Doação de aproximadamente 800 equipamentos à SE;
Empresas / Entidades / Organizações
Microsoft, Cisco, Intel, MSTECH ... – Treinamento e certificação dos tutores; Certificação dos alunos;
Ação Informática / Applica – Doação de 30 “thin clients” e respectivas lincenças do software applica server;
ASSESPRO, SUCESU, InternetSul e SEPRORGS - Divulgação às empresas da área de informática; Solicitação às empresas de vagas de estágio para os alunos certificados;
CIEE – Disponibilização de vagas de estágio para os alunos certificados.
Orçamento
Uma das premissas que norteia o programa é que cada órgão, entidade, organização ou empresa que participe ou venha participar, deverá arcar com as suas despesas e custos. Não haverá nenhum tipo de remuneração ou pagamento a qualquer produto e/ou serviço necessários à execução do programa.
Bibliografia